Toda prática tem uma teoria. Paulo Freire.

Buscando aprimorar nossa prática como profissionais da educação Básica , o grupo de estudos em alfabetização reune-se uma vez ao mês para estudizos da Teoria Pós-Construtivista- Esther Pillar Grossi usando a metodologia do GEEMPA como norteadora de suas práticas. Em nossos estudos estudamos os pressupostos teóricos, desenvolvemos materias para aplicarmos em nossas turmas de atuação, fizemos estudos de caso e auxiliamos umas as outras nas dúvidas quanto ao andamento do trabalho. Como meta temos a produção e divulgação de nossos saberes e práticas por meio de publicações. Estamos engatinhando no processo , mas temos ambições de grandes voos.

sábado, 9 de junho de 2012

MAISALGUMAS ATIVIDADES DO LIVRO DE AVESTRUZ A ZEBRA

COMPLETE COM AS CONSOANTES:
B,C,D,F,G,H,J,L,M,N,P,Q,R,S,T,V,X,Z

AVESTRUZ
A__E__ __ __U__
...........................


BÚFALO
__Ú__A__O
.............................

CAPIVARA
__A__I__A__A
............................

DROMEDÁRIO
__ __O__E__Á__IO
.............................

ELEFANTE
E__E__A__ __E
.............................

FOCA
__O__A
.............................

GIRAFA
__I__A__A
..........................

HIPOPÓTAMO
__I__O__Ó__A__O
..........................

IGUANA
I__UA__A
.............................

JACARÉ
__A__A__É
.............................

LEÃO
__EÃO
..........................

MACACO
__A__A__O
...........................

NARVAL
__A__ __A__
.............................

ONÇA
O__ __A
.............................

PREGUIÇA
__ __E__UI__A

QUATI
__UA__I
.............................
RINOCERONTE
__I__O__E__O__ __E
SAPO
__A__O
.............................

TAMANDUÁ
__A__A__ __UÁ
...........................

URSO
U__ __O
.............................

VEADO
__EA__O
.............................

XARÉU
__A__ÉU
.............................

ZEBRA
__E__ __A
.........................

ATIVIDADES DO LIVRO: DE AVESTRUZ A ZEBRA - MAITI FRANK/RODRIGO FRANK

COMPLETE AS PALAVRAS COM AS VOGAIS:
A – E – I – O – U

AVESTRUZ
__V__STR__Z
.......................

BÚFALO
B__F__L__
.....................

CAPIVARA
C__P__V__R__
......................

DROMEDÁRIO
DR__M__D__R__ __
.......................
ELEFANTE
__L__F__NT__
FOCA
F__C__
....................

GIRAFA
G__R__F__
....................

HIPOPÓTAMO
H­__P__P__T__M__
.............................

IGUANA
__G__ __N__
.............................

JACARÉ
J__C__R__
.............................

LEÃO
L__ __ __
..........................

MACACO
M__C__C__
.............................

NARVAL
N__RV__L
.............................

ONÇA
__NÇ__
.............................

PREGUIÇA
PR__G__ __Ç__
...........................

QUATI
Q__ __T__
.............................

RINOCERONTE
R__N__C__R__NT__
.............................

SAPO
S__P__
...........................

TAMANDUÁ
T__M__ND__ __
.........................

URSO
__RS__
.............................

VEADO
V__ __D__
.............................

XARÉU
X__R__ __
.............................

ZEBRA
Z__BR__
.........................

INFORMAÇOES SOBRE A SEGUNDA ASSESSORIA



A 2ª assessoria para professores que  atuam em turmas de alfabetização. 
Dias: 22 e 23 de junho
Horário: 8h às 12 
             14h às 18h
             18h e 15 às 20h e 30min ( somente na dia 22/6 - sexta-feira)
Local: Sede do GEEMPA

           Solicitamos que enfatize a importância de cada professor(a) trazer o material solicitado :
- escada anterior e atual
- aulas entrevistas dos alunos para serem analisadas nos grupos possibilitando maiores aprendizagens para todos. Estes documentos nos possibilitam aprofundar conhecimentos da área da didática de forma mais concreta.
- cópia da chamada (frequência)
- texto sobre alunos que mais  e menos aprendeu.  Já tentando fazer uma análise  sobre as aprendizagens ou não desse aluno., verificando em que grupos participou, como foi escolhido para esse grupo, níveis dos colegas com quem trocava experiências, atuação, envolvimento nos grupos onde esteve, conhecimentos que já construiu, o que sabe sobre suas dramáticas e como trabalhou essas questões.
- descrição mais detalhada do dia de aula mais pós-construtivista.
- muita energia para trocar conhecimentos

        Contamos com a presença de todas, para atingirmos nossa META  de Alfabetizar 100%

        Aguardamos confirmação do recebimento do email.
       
       Um grande braço 

               Vera Filomena
p/ equipe do GEEMPA

NÍVEL ALFABÉTICO

ALFABÉTICO

O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto. Descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras de nossa língua.

Conflitos vividos pela criança nestes níveis.
Como fazer a escrita dela ser lida por todos?
Como separar as palavras na escrita se na fala isto não acontece?
Como adequar a escrita à quantidade mínima de caracteres?

Atividades especifica do nível alfabético:
1.     Continuar as atividades dos dois níveis anteriores.
2.    Muita leitura e escrita.
3.    Atividades a partir de um texto: leitura, localização de palavras ou frases.
4.    Ordenar o texto.
5.    Compor palavras com silabas – boquinhas.
6.    Decompor palavras com sílabas.
7.    Produzir textos.
8.    Ler textos.
9.    Completar as palavras com as silabas faltosas.
10. Ouvir e compreender histórias.
11.  Completar textos com palavras.
12. Construir frases com palavras ou desenhos dados.
13. Construir histórias a partir de desenhos em seqüências – inicio, meio, fim.

NIVEL SILÁBICO

SILÁBICO

O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma silaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever cabeça, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contando as sílabas orais e responde: três uma para Ca, uma para be e uma para ça.

Conflitos vividos pela criança nestes níveis.
A escrita está vinculada a pronúncia das partes das palavras?
Como ajustar a escrita a fala?
Qual a quantidade mínima de letras necessárias para se escrever?


Atividades especifica do nível silábico:
1.     Todas as atividades do nível anterior.
2.    Comparar e relacionar escritas de palavras diversas.
3.    Escrever pequenos textos memorizados como parlendas, poemas...
4.    Completar palavras do glossário com letras faltosas.
5.    Relacionar figuras às palavras, através do reconhecimento da letra inicial.
6.    Reconhecer letras em um pequeno texto conhecido.
7.    Leitura de textos conhecidos.
8.    Relacionar textos memorizados com sua grafia.
9.    Pequenas cruzadinhas.
10. Caça-palavras.
11.  Escrever o nome dos desenhos de acordo com seu nível.
12. Construir um álbum ou dicionário ilustrado, com tema significativo.
13. Fazer rimas entre as palavras.
14. Usar muito o alfabeto móvel.
15. Jogos variados para associar o desenho, a letra inicial, letra final, a escrita...
16. Colocar letras em ordem alfabética.
17. Contar a quantidade de palavras em uma frase.
                                                                    


UM ÓTIMO TEXTO DO GEEMPA PARA NOSSO GRUPO DE ESTUDOS LER E REFLETIR

ALUNOS E ALFABETIZAÇÃO AOS 6 ANOS

Eles estão entre dois extremos muito complementares e penso facilitadores da aprendizagem: querem crescer, estão interessados em estabelecer um lugar diferente de referência no mundo, diferente do que o maternal lhes oferece, pois este tem a tendência de ser infantilizador e de manutenção do ego da mãe, que necessita da dependência do filho para sentir-se pleno.
Tratar os alunos de 6 anos, no 1º ano escolar do ensino fundamental com diminutivos, palavras meladas e pior, dando-lhes colo, como faz uma mãe é tirar-lhes a oportunidade, que na verdade é uma das funções sociais da escola, qual seja a de lhes oferecer uma nova oportunidade de referência no mundo. Com este tratamento, a escola acaba sendo para os alunos, uma extensão do espaço familiar e não a ruptura de que eles tanto necessitam para a construção de uma identidade com competências para transitar em muitos espaços.
No outro extremo: estão ainda emaranhados no mundo do lúdico, dos jogos, da fantasia. Qualquer proposta de jogo, de brincadeiras, como a de que a professora é uma bruxa e vai enfeitiçá-los com o pó que os transforma em estátuas é sempre bem recebida, eles se jogam de cabeça. O que a professora lhes oferecer com entusiasmo será acolhido.
Além da questão psicológica, do ponto de vista cultural, o apelo é intenso: aos 6 anos se entra na escola e a escola é lugar de aprender. Eles estão lá para aprender, todo o contexto lhes favorece.
É o preconceito de que aprender é cansativo o que faz com que o ensino, essencialmente da leitura e da escrita seja, por que não dizer, "evitado" em muitas redes e escolas aos seis anos.
Aprender, segundo Freud, o pai da psicanálise, dá mais prazer que o ato sexual. Por que não alfabetizar aos 6 anos, momento mais propício para isso?
Muitos dirão que os alunos de favelas, de vilas ou zonas rurais, com pais analfabetos, de famílias desestruturadas, aos 6 anos estão imaturos, que não estão socializados, que lhes falta desenvolver outros aspectos, não sabem sentar, pegar o lápis, recortar, etc.
Vygotsky se contrapõe a Piaget, justamente quando apresenta o conceito da aprendizagem como propulsora do desenvolvimento, afirmando exatamente o contrário do que afirmou o mestre Piaget. Os alunos só se desenvolverão se forem acionados em suas competências cognitivas.
Não há nenhum impedimento de se ensinar a ler e a escrever enquanto se ensina a "ser aluno", enquanto construímos o sujeito social cognocente, que aprende as regras da escola, sua funções, os papéis desempenhados ali dentro daquela estrutura social.
O que precisamos é mudar a idéia que está por trás dessa catástrofe de pensar que a alfabetização pode acontecer em até três anos.
Essa idéia de que primeiro o aluno precisa desenvolver aspectos sociais para depois poder aprender conhecimentos científicos, tem sustentado a maior injustiça social já cometida pelas escolas ao longo da história.
A "Partilha da Letra" (Jacques Rancière) não acontece. Há que se domesticar os selvagens antes de lhes oferecer o acesso à riqueza do conhecimento. Antes disso, não são dignos de partilharem da classe dos letrados, que avalia e escolhe seus candidatos segundo critérios preconceituosos.
Dra. Esther Grossi, presidente do Geempa, grupo de estudos, fundador da teoria Pós-construtivista, tem sido a teórica a conseguir concatenar em seus estudos, contribuições de diversas disciplinas, como a psicanálise, a antropologia, a medicina, a filosofia e a mais nova ciência da educação: a didática. Muito de teórico já se construiu cientificamente, mas este grupo de vanguarda tem feito muita ciência a partir da metodologia do ato de ensinar, ou seja, a didática. Tudo isso com uma sólida, coerente e mais que tudo, convergente sustentação teórica.
O Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação, GEEMPA, presidido com paixão pela professora e Dra. Esther Grossi, há 40 anos pesquisa sobre educação.Teve coragem de romper com o construtivismo porque faltavam elementos, dentro desta teoria, para a explicação da prática.
Com o concurso de teóricos internacionais, como Sara Pain, Gèrard Vergnaud, Wallon, Vygotsky, entre outros, o GEEMPA fundou o Pós-construtivismo e tem concretizado experiências exitosas em sala de aula, alfabetizando em 3 meses, e fundamentalmente, alfabetizando todos os alunos de uma turma.
O GEEMPA não estuda somente sobre alfabetização. Os estudos sobre o ensino da matemática, objetivo primário deste grupo, sobre pós-alfabetização, e fundamentalmente, sobre as questões pedagógicas que se aplicam a todos os níveis de ensino, são parte do seu campo de atuação.
Isso mesmo, a mais moderna teoria sobre educação, atualmente, tem origem no Brasil! Sim, aqui no Rio Grande do Sul, na nossa linda Porto Alegre.
Muitos mitos sobre a aprendizagem vêm sendo jogados por terra com a experiência deste grupo.
Alunos com déficit de aprendizagem? Síndromes? Laudos neurológicos? Problemas familiares? Nenhum destes motivos pode impedir a aprendizagem, segundo as experiências reais e de sucesso deste grupo.
(GEEMPA)